Sen-sual
o movimento é sensual
Sen-sual
o movimento é bem sexy
Se-xy
o movimento é bem sexy
Se-xy
já tá chegando o Bragaboys com essa dança que é uma…
Booooom-ba
para dançar isso aqui é
Booooom-ba
Pra balançar isso aqui é
Booooom-ba
Para mexer isso aqui é
Booooom-ba
E a mulherada se joga assim
Assim, assim, assim todo mundo
Uma mão vai na cabeça
Uma mão vai na cabeça,
o movimento é sexy
o movimento é sexy
Bota a mão nessa cintura
Bota a mão nessa cintura
O movimento é sexy
O movimento é sexy
E agora vamos começar
Devagarinho até embaixo,
embaixo, embaixo
Devagarinho até em cima,
em cima, em cima
Devagarinho até embaixo,
embaixo, embaixo
Devagarinho até em cima,
em cima, em cima
Sen-sual
o movimento é sensual
Sen-sual
o movimento é bem sexy
Se-xy
o movimento é bem sexy
Sexy,
já tá chegando o Bragaboys com essa dança que é uma…
Booooom-ba
para dançar isso aqui é
Booooom-ba
Pra balançar isso aqui é
Booooom-ba
E a mulherada se joga
Booooom-ba
E os marmanjos dançando é
Booooom-ba
Tudo que a rádio já toca é
Booooom-ba
E na boite já rola
Booooom-ba
Toda galera já dança
Booooom-ba
Por isso pega na cintura e acaba
acaba acaba acaba acaba logo
E acaba, acaba, acaba acaba, acaba logo
E acaba acaba acaba acaba acaba logo
(Bragaboys)

Para Fer

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
(Chico Buarque)

Decidido a levar o prêmio do iBest Blog, resolvi investir pesado e contratei a ¿Dequejeito Corporaciones? para fazer minha campanha eleitoral. Os primeiros santinhos já estão prontos, agora só falta vocês distribuírem para os leitores de seus blogs. Seja um cabo eleitoral do JMC e ganhe uma mariola!


¿Dequejeito Corporaciones?

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Podem começar a distribuição, fariseus!

(Deuteronômio 31)
Tendo esgotado o assunto para discursos, Moisés precisava de alguma outra coisa para ganhar tempo. Então resolveu chamar Josué para passar-lhe instruções.
— Soldado Josué apresentando-se, SE-NHOR!
— Q-que p-porra é e-essa?
— Ao saber que iria ter a honra de substituí-lo, comecei meu treinamento militar, SE-NHOR!
— T-tá, t-tá… M-mas p-pára c-com e-essa p-porra de me ch-chamar de Se-Senhor, que é c-capaz do Ja-Javé f-ficar com ci-ciúmes, a b-bicha… P-pelamordedeus, Jo-Josué, q-que p-posição é e-essa? Tá c-com c-cãibra?
— Não, SE… digo, Seu Moisés. Estou em posição de sentido.
— A-ai m-meu s-saco… À v-vontade, s-soldado. Hum. M-melhor assim. O-olha aqui, Jo-Josué: eu c-convoquei o p-povo para um ú-último p-pronunciamento, e d-dessa v-vez você e-estará ao meu l-lado.
— Será uma honra, SE-SENHOR!
— Ô c-cacete, que f-foi isso a-agora?
— Uma continência, SE… Seu Moisés. Desculpe, me empolguei…
— Hu-humpf. V-vamos lá f-fora, que o p-povo e-está esperando.
Os dois foram para a frente da tenda de Moisés, onde o povo estava reunido. Os israelitas estavam impacientes com a espera, apesar do trio elétrico contratado por Eleazar e do chope de graça, então prorromperam em aplausos quando viram Moisés e Josué subindo ao caminhão de som. Os dois esperaram que a banda terminasse de tocar a Dança da Manivela (“Esses caras precisavam atualizar o repertório, seu Moisés…”). Então Moisés dirigiu-se ao microfone e começou a falar:
— M-meus irmãos i-israelitas! Não se p-preocupem, e-esse não é m-mais um d-dos meus d-discursos, só q-quero a-apresentar uma p-pessoa a vo-vocês. E-eu já e-estou com 120 a-anos e não d-dou mais c-conta de-desse trabalho. A-além disso, o Ja-Javé, d-demonstrando i-imensa g-gratidão, re-resolveu que não v-vou e-entrar na T-Terra P-Prometida. Ve-vejam vocês o d-deus bom q-que nós t-temos… B-bom, de-deixa pra l-lá. O f-fato é que s-sinto até um ce-certo a-alívio. V-vocês s-são um p-povinho m-muito do s-sem-vergonha, c-cabeça-dura, b-burro pra c-caralho! A-ainda bem que v-vou me li-livrar de vo-vocês. E q-quando eu mo-morrer, e-esse rapaz é q-quem vai me su-substituir. Com v-vocês, o m-meu a-amigo…
— ERASMO CARLOS!
— Q-quem f-foi o e-engraçadinho q-que g-gritou isso?
[SILÊNCIO]
— V-vai se e-entregar ou p-prefere que o Ja-Javé m-manifeste sua i-ira…?
Fui eu, seu Moisés…
— V-você, Jo-Josué? M-mas p-por que você f-fala uma b-bobagem d-dessas num m-momento s-solene, p-porra???
— Pô, seu Moisés, foi mal. Mas eu vi o senhor aí mancando, cabelos grisalhos… Achei que fosse o Rei…
— Jo-Josué, me f-faz um f-favor?
— Claro, seu Moisés!
— Fica de b-bico c-calado e d-deixa que e-eu f-falo com o p-povo.
— …

— P-povo de I-Israel! A-apresento a vo-vocês seu n-novo líder, o m-meu a-amigo JOOOOOOOOOOOOOOOOO-SUUUUUUUUUUUUUUUUU-ÉEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
[aplausos tímidos]
P-puta que p-ariu, hein, Jo-Josué? C-carisma z-zero…
— Deixa eu falar com o povo, seu Moisés. Eles vão gostar de mim!
— V-vão p-porra nenhuma. D-deixa c-comigo.

Moisés pigarreou e começou um pequeno e inflamado discurso. Antecipou para o povo imagens do futuro próximo, um tempo de glórias e grandeza para Israel sob o comando do general Josué (que sorriu discretamente ante essa inesperada promoção). Ao fim de seu pronunciamento, o povo aplaudia Moisés e dava vivas a Josué, seu novo líder.
Posso falar com eles agora, seu Moisés?
E e-estragar o m-momento? C-claro que não. P-peraí que e-eu vou f-falar umas xa-xaropadas pra vo-você. A-atenção, i-israelitas! A-agora v-vou me di-dirigir ao ge-general Jo-Josué, seu n-novo l-líder. Jo-Josué, vo-você tem que s-ser f-forte e c-corajoso. P-prevejo um f-futuro b-brilhante para v-você à f-frente desse p-povo. Ja-Javé estará c-com vo-você o t-tempo todo, e o a-ajudará a de-derrotar os i-inimigos. E-Então, Jo-Josué, d-deixa de s-ser b-bundão e a-agradeça aos a-aplausos d-desse p-povo m-maravilhoso!
Parece a Hebe falando…
Não t-torra m-meu s-saco e f-faz o que eu m-mandei. E-eles já e-estão c-começando a g-gostar de vo-você, não vá e-estragar t-tudo.
Tá bom. Mas eu posso pelo menos falar com eles agora?
Hum… M-mais tarde. A-agora eu vou e-entregar aos l-levitas as l-leis que e-escrevi e d-depois v-vamos c-conversar c-com Ja-Javé.
CONVERSAR COM JAVÉ???
F-fala baixo e c-continua a-agradecendo os a-aplausos, p-porra!
CONVERSAR COM JAVÉ???
É.
O senhor está me dizendo que eu vou conversar com Adonai?
S-sim.
Com El Shadai? Elohênu?
I-isso, i-isso. Já v-vi que vo-você c-conhece v-vários n-nomes pra ele. Mas q-quero v-ver você f-falar i-isso a-aqui, ó: YHWH!
Saúde!
He-hein?
Ué, o senhor espirrou, então…
E-espirrei n-nada! Acabo de f-falar o n-nome se-secreto de d-deus. YHWH!
Porra! Como é que se escreve isso?
Y-H-W-H.
Mas isso é impronunciável!
Eu a-acabei de p-pronunciar! YHWH!
Er… Né por nada não, seu Moisés, mas isso parece mais um espirro do que nome de divindade…
B-bah. T-também a-acho… B-bom, p-pode p-parar de se d-dobrar, v-vai a-acabar d-deslocando a c-coluna. A-agora vou f-falar com os l-levitas.
Moisés reuniu os levitas e entregou a eles seus pergaminhos com todas as leis que havia anotado. Instruiu-os para que guardassem os pergaminhos ao lado da Arca da Aliança, e que fizessem sua leitura pública a cada sete anos durante a Festa das Barracas. Feito isso, foi com Josué para o Tabernáculo. Ao se aproximarem notaram uma coluna de fumaça que subia da Tenda Sagrada.
— Xi… Ja-Javé t-tá f-fumando. V-vai ser u-uma c-conversa d-difícil.
— Hum… Não é melhor a gente voltar outra hora então?
— D-deixa de s-ser b-bundão, Jo-Josué! V-vamos lá.
Os dois entraram no Tabernáculo, onde Javé puxava seu fumo e olhava para o nada.
— Ja-Javé, eu t-trouxe o Jo-Josué a-aqui p-para…
— Quieto, Moisés… Esse fumo de Moabe é bom mas dá uma viagem ruim da porra. Estou aqui vendo o futuro de vocês, e não é nada bonito. Os israelitas vão entrar em Canaã. Serão vitoriosos e passarão a morar lá. Mas esse povo é teimoso, não adianta: depois de um tempo, vão começar a adorar outros deuses e eu os abandonarei à própria sorte. Serão derrotados pelos seus inimigos e levados para terras distantes, então saberão que estão sofrendo pela própria desobediência.
— P-porra, Ja-Javé, p-pega leve… O m-menino c-começou ho-hoje no t-trabalho e cê já vem c-com esses p-papos?
— Não enche, Moisés. Tenho que falar a verdade. Eu tava aqui pensando nesse futuro tenebroso que espera o povo de Israel e acabei fazendo isso aqui — disse, passando um pergaminho para Moisés.
— Q-que é i-isso?
— Uma música que eu fiz. A letra fala do quanto os israelitas vão quebrar a cara.
— Quebrar a cara? Bom, pelo menos nossos descendentes terão narizes menores. Hehe…
Quem é você?
— Jo-Josué…
— Porra, outro gago???
— Sou gago não senhor. Só estou intimidado diante da presença grandiosa e da glória infin…
— Cala a boca, palhaço! Moisés: cante essa música aí para o povo e ensine a letra a eles. Essa música será o hino de Israel e todos deverão sabê-la de cor. A ironia aí é que no futuro, quando estiverem no exílio, os israelitas continuarão a cantá-la, e o farão com remorso no peito.
— T-tudo b-bem.
— Então tá. Pode ir.
— Er… E eu, Javé?
— Quem é você???
— E-esse é o Jo-Josué, Ja-Javé…
— Que Josué?
— Jo-Josué. O n-novo l-líder do p-povo.
— Novo líder? Ué, mas não é você o líder…? Ah, lembrei! Você vai morrer logo! Mas e aí, qualé a desse Josué?
— E-eu sei lá! V-você que e-escolheu e-ele como n-novo l-líder!
— EEEEEEEEEEU???
— É, Ja-Javé…
— Puxa, é mesmo. E aí, Josué, preparado para a tarefa que o aguarda?
— Seu Javé, eu queria dizer que estou muito feliz de poder servir ao meu deus e à minha pátria, e que farei de tudo para não decepcioná-los nessa empreitada que será a invasão de Canaã, de forma que…
— Cala a boca.
— … todos saberão que Javé é deus e que Israel é seu povo escolhido, porque desde o dia em que o senhor chamou nosso pai Abraão nos tornamos um povo separado dos outros e…
CALA A BOCA!
— Er… Desculpe, Javé.
— Porra. Primeiro um gago, agora um falador. Eu não dou sorte mesmo… Olha Josué, seja forte e corajoso. Você irá liderar o povo de Israel na tomada de Canaã, e viverá dias de glória graças à minha ajuda.
— …
— Tá me olhando por quê?
— É só isso?
— É, ué. Queria o quê? Tapete vermelho, bandinha no coreto, vagabundas?
— Ah, sei lá… É que isso tudo aí o Moisés já me falou.
— Ah, então faço minhas as palavras dele. Agora podem ir, que eu vou lá em cima procurar alguma coisa pra comer. Moisés, não esquece de gravar a música.
— T-tudo b-bem.
— Beleza. Té mais.
— Tchau, Ja-Javé.
— Seu Javé, devo dizer que foi uma honra estar aqui e conversar com o senhor, uma vez que sua fama o precede e que todos os seus feitos têm sido…
— CALA A BOCA!
Depois dessa bela e instrutiva conversa com deus, Moisés e Josué saíram do Tabernáculo.
— E agora, seu Moisés, vamos fazer o quê?
— V-você eu não s-sei. Q-quanto a m-mim, v-vou e-ensaiar com a b-banda. Q-quero g-gravar essa m-música a-ainda hoje…

budapeste
Mas é claro que eu não sei fazer nada direito: tem gente que resolve acumular talentos e não deixa nada pros outros. É o caso desse filho da puta desse Chico Buarque, que agora resolveu provar de uma vez o grande escritor que é. Covardia.
Ainda estou sob efeito da leitura, quatro dias depois de terminar. Estou pensando seriamente em reler, porque o livro é muito bom. Quando eu conseguir digerir, escrevo a respeito. Chico Buarque, eu te amo!
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Sim, sim, eu fui engolfado pelo sistema… Oh!