Puta que pariu. Fui chamar nego de covarde e acabei ofendendo meu melhor amigo e amante. Lelê, mil perdões. Só depois do seu comentário me dei conta que você foi o cara que disse que a discussão não leva a nada. Nisso que dá ler os comentários com pressa. E isso muda tudo porque, como você bem observou, eu o conheço muito bem e sei que você não é de fugir nem de discussão nem de nada.
Será que você me desculpa? Será que você ainda me ama?
Mês: julho 2003
Encerrando o assunto (por hora)
Para quem diz que acredita em deus porque sente que ele existe: Às vezes, naquele período entre a vigília e o sono, sinto que estou caindo. Todo mundo sente isso. Acredita-se que essa sensação é herdada de nossos ancestrais remotos, cuja sobrevivência dependia em grande parte de manter um medo constante de cair da árvore, mesmo durante o sono. Há ocasiões em que ouvimos claramente alguém chamar nosso nome, mesmo que sozinhos no recinto. A não ser que sejamos extremamente crédulos, concluiremos que isso é o cérebro nos pregando peças. Convulsões originadas no lobo temporal podem fazer com que você sinta cheiros ou sabores estranhos, ou tenha uma persistente sensação de dejá-vu.
São apenas alguns exemplos de coisas que sentimos mas que não existem.
Covardes
O antepenúltimo post deu o que falar. Ainda bem, seria muito triste para mim se todos se furtassem ao debate. Agora, uma coisa que me irrita é nego que vem com papo de “religião não se discute”, “essa discussão não leva a nada”. Porque, com UMA exceção entre mais de 70 comentários, o debate nascido da minha pergunta manteve-se num excelente nível. Querer fugir da questão, portanto, é só uma manifestação de covardia. Não adianta comparar com futebol. Eu torço pro São Paulo e acabou, ninguém vai me convencer a torcer pra outro time. O contrário acontece com minhas concepções espirituais, que já mudaram várias vezes e podem (e devem) mudar mais ainda no futuro, o mesmo tendo acontecido com minhas convicções políticas. Então, meu povo, vamos largar de cuzice e encarar tais questões como adultos que fingimos ser.
Curitiba, lá vou eu (de novo)
Sim, sim! Curitiba é tão cheia de pessoas fodas que não há como não querer voltar sempre que possível. E dessa vez vou em excelente companhia: Camilita Cirila e Gravataí Dave Matthews Salsa & Merengue. Curitibanos e (principalmente) curitibanas: mandem-me e-mails pra gente combinar a putaria no fim-de-semana.
Ah, a ciência…
Buscando informações sobre a estrutura do cérebro (mais especificamente sobre as funções do lobo parietal), deparei-me com este artigo: estimulando áreas do cérebro de uma epilética, os médicos incidentalmente causaram na paciente uma sensação de sair do próprio corpo. Isso derruba todas as teses espiritualistas que afirmam existir uma coisa chamada “alma” que pode sair do corpo (do qual é independente) para dar uma volta por aí.
Ao ler esse artigo, lembrei-me de outro que li há algum tempo, sobre Phineas Gage, o homem que perdeu o caráter graças a uma lesão grave no lobo frontal em 1848. Era um trabalhador diligente, responsável. Depois do acidente em que teve um abscesso no lobo frontal, passou a apresentar um comportamento infantil, irresponsável. Os amigos não reconheciam nele o companheiro de antes. E eu me pergunto: e se em vez de um acidente espetacular, com uma barra de ferro trespassando a cabeça, o cérebro dele tivesse sido afetado por outra causa, menos visível? Uma disfunção química, por exemplo? Será que alguém levantaria a hipótese de lesão cerebral como causa para a mudança de comportamento? Creio que não, mesmo porque foi esse caso que levou os neurologistas a relacionarem essa área do cérebro ao comportamento ético do ser humano. Então não é difícil imaginar que, não fosse o acidente, hoje Phineas Gage faria parte da história do ocultismo, e não da neurologia. Uma prova “irrefutável” de possessão demoníaca, talvez.
E então me lembrei do Darwinismo e de seu mais recente triunfo: já se começa a afirmar que chimpanzés e bonobos deveriam fazer parte do gênero Homo, até agora exclusivo do ser humano, já que este e aqueles têm em comum 99,4% dos genes (para efeito de comparação, entre ratos e camundongos a semelhança é de 99,1%).
E o que dizer da descoberta da área do cérebro responsável pela consciência, tornando desnecessária a busca por explicações metafísicas para o que somos?
A ciência caminha sem parar. Erra várias vezes, volta atrás, tenta de novo. E assim, aos trancos e barrancos, vai desvendando os mistérios do universo, do cérebro humano, das estrutura subatômicas.
E aqui eu faço uma pergunta a vocês: para que um deus? Hoje já temos teses científicas bastante convincentes para a alma e o papel do homem no universo. A impressão que eu tenho é que muita gente mantém a fé apenas por inércia. “Eu sempre acreditei, vou deixar de acreditar a esta altura da vida? Ah, que preguiça…”. Você acredita em deus? Por quê?
Comentários normais
Bom, vamos ver como o povo se comporta. Voltei os comentários ao normal, sem aquela veadagem de aprovação. Se não aparecer nenhum maluco pra encher o saco, ótimo. Se aparecer, voltamos à ditadura.
A notícia mais esperada dos últimos meses
DOIS CAPÍTULOS NOVOS NO BALDE DE GELO!!!
(Update: Se você está entre os que entram lá e não vêm capítulo novo nenhum, ou você é cego ou é burro ou está com problemas de cache. Se a causa for a última, menos mal: entre aqui)
É Preciso Perdoar
A madrugada já rompeu
você vai me abandonar
e eu sinto que o perdão
você não mereceu
eu quis a ilusão
agora a dor sou eu.
Pobre de quem não entendeu que a beleza de amar é se dar
e não querendo pedir nunca soube o que é perder pra encontrar.
Eu sei que é preciso perdoar
foi você me ensinou
que um homem como eu
que tem por quem chorar
só sabe o que é sofrer
se o pranto se acabar
(Carlos Coqueijo – Alcivando Luz)
Essa música é FODA. Baixem aí. Tem com o João (sem comentários) e também com Caetano Veloso e Cesária Évora.
Risadinha e o Poodle

Eu NUNCA imaginei que um dia veria essa cena. Risadinha com um poodle no colo. Um poodle chamado Beethoven Mário pertencente a certa menina. É… O que homens apaixonados não fazem, não é mesmo?
(Que orelha feia tem esse moleque, meu deus!)
Nova cara
O B*Scene está de volta com cara nova e matérias fresquinhas (ui!). Vão lá que vale a pena. Só uma coisa: fiquei me imaginando no tal festival com:tradição, do qual se fala no artigo Pós-contemporâneos, da Bárbara e da Katia. O festival teve um manifesto. Um manifesto cheio de jogos de palavras (o nome do festival já é de dar medo). Meu deus, eu ia me sentir muito constrangido naquele lugar!
