Er… Estarei no bar do Alemão a partir das 20h30 de AMANHÃ, ok? Espero que ninguém tenha ido hoje e esteja agora me chamando de furão feladaputa.
Mês: abril 2003
Atenção curitibanos
Tudo decidido, meu povo. Estarei no Bar do Alemão a partir das 20h30. E o meu querido Polzonoff já me desafiou para uma disputa de quem toma mais submarinos. Vai ser emocionante, não percam!
Só uma perguntinha…
Que putaria é essa???
Influências
Ontem, voltando pra casa da faculdade, indo para o metrô, encontro um carinha meio suspeito vindo em minha direção. Pensei: Caralho, agora fudeu. Vamo vê no que dá
Carinha: —– Aê boy, tem hora?
Eu: —– Sem chance, véio. Tô sem relógio.
Carinha: —– Então descola um real aê pra eu pegá o buso…
Eu: —– Nem, cara. Tô no zero.
Carinha: —– Aê sangue, se eu achá é meu então?
Eu: —– Ê mano, falei que o tô no zero, véio. Tô à pampa… sem nada…
Carinha: —– Sem nada? Vc todo pã aê, de gravatinha, roupinha social… vai falá que tá sem nada? tá pagando de boyzinho e não tem grana?
Eu: —– E quem falô que eu sô boy? Tá foda, mano… Cê tá ligado que tá embaçado… porra, dô mó trampo, saio de lá no mó veneno, pá, venho na casa dum camarada recebê o lance dum pano aê que ele me devia, e ele na mó trairagem ficou na minisqüência pra soltá o baguio, miguelô a parada e me deixô com sangue no zóio, véio… bem a grana que era pra eu pegá o buso…
Carinha: —– Ê… cê tá me tirando, mano? então manda esse sapatinho aê… e não dá goela porque eu tô com o berro aqui e o bicho vai pegá pro seu lado se você ficá acelerado…
Eu: —– Então se coça com o cano aê, véio… to indo pro ponto agora vê se o cobra libera passá por baixo da catraca… senão to fudido pra ir a pé que é mó rolê…
Carinha: —– Oncemora, mano?
Eu: —– Perto da galera do **********, conhece?
Carinha: —– Cê mora lá?
Eu: —– Só é… manja o Caximbinho? Primo do Larica?
Carinha: —– Tô ligado quem é o Larica…
Eu: —– Então. O cara é meu truta aê…
Carinha: —– Ô, vai na boa então sangue… tipo fica baratinando na do cobra que ele libera a passagem pro cê.
Eu: —– Ô. Firmeza, véio. Falô aê.
É… conheço o Larica, o Marco… agora só falta pegar uma colê com o Sílvio Santos.
?
Siiiiiiimmmmm!!!!!
Tá domilado!!!!
E Solta o freio, Marco.
INFAME!
Daniel (08:33 PM) :
pô, tava lendo que o José Hamilton, aquele repórter que tá no Globo Rural, perdeu uma perna cobrindo a guerra do Vietnã. legal, né?
Marcurélio (08:33 PM) :
Caralho, tava tentando lembrar o nome desse cara dia desses.
Daniel (08:35 PM) :
ele é bacana. tô dando uma lida em “Repórteres”, uma coletânea de impressões dos tais, e tem um texto dele. pô, eu leio e ouço a voz dele, como se narrasse em off uma reportagem sobre como se capa um boi no amapá.
Marcurélio (08:35 PM) :
É aquele em que ele conta como perdeu a perna? Que não sentiu nada?
Daniel (08:36 PM) :
não, é só uma crônica sobre a profissão.
Marcurélio (08:37 PM) :
Esse texto é foda. COMO É QUE UM PUTO PERDE A PERNA E NÃO SENTE PORRA NENHUMA???
Daniel (08:38 PM) :
e naquela época nem era uma guerra cirúrgica pra ter anestesia.
…
AHAHAHAHA
pegou? pegou?
Daniel (08:38 PM) :
sentiu nada. anestesia. pegou? haha
(…)
Eu vivo perigosamente
300 MIL!!!
É hoje que esta porra atinge a marca de 300 mil visitantes. Ou melhor, seria hoje, não fosse a mania besta que esse contador aí tem de só mostrar os números ímpares. Troço irritante.
Bar do Alemão
Atenção, povo de Curitiba: Cês conhecem o Bar do Alemão, no centro? Estarei lá na quinta-feira à noite. Mandem emails pra gente combinar a bagaça.
Leis para os nazireus
(Números 6:1-21)
— Narizeus???
Não, porra. Nazireus. É um termo hebraico que significa “consagrado a deus”. Um dia deus acordou sem nada para fazer e resolveu inventar isso de nazireus. E tratou logo de chamar Arão e Moisés para falar de sua nova criação.
— Ó, prestenção cês dois: Tava pensando aqui em instituir uma espécie de irmandade aqui. Um grupo de pessoas dedicadas totalmente ao meu serviço.
— Tá gagá mesmo… Cê já fez isso, Javé.
— Já?
— Claro que já! OS LEVITAS!
— Hum. É verdade… Mas sei lá. Os levitas já nascem dedicados ao meu serviço, sabem? Não tem muita graça. Eu quero que o cara pare e pense: “Taí. Vou trabalhar pro Javé”.
— A-autoestima em b-baixa, Ja-Javé?
— Mané autoestima! Pára de dar palpite na minha vida e anota aí. O homem ou a mulher que decidir tornar-se nazireu não poderá tomar vinho, nem suco de uva, nem poderá comer uvas frescas ou passas. Durante todo o tempo em que for nazireu, não poderá comer nada que venha da parreira.
— Ah, e-então o c-cara não v-vai ser na-nazireu pra s-sempre?
— Só se quiser. Já disse, é um trabalho voluntário. Então. Os nazireus também não cortarão o cabelo nem a barba, e não poderão em hipótese alguma tocar em cadáveres.
— Nem se, por exemplo, morrer a mãe do cara, a Dona Naziroa?
— Cê se acha engraçado, né, Arão? Não, nem em caso de morte de mãe. Se alguém morrer de repente do lado de um nazireu, e assim ele tocar um defunto sem querer, ele deverá rapar a cabeça e a barba para se purificar. Oito dias depois, trará como oferta para o Tabernáculo dois pombinhos para serem sacrificados. Nesse mesmo dia ele voltará a cultivar a barba e a cabeleira. E blablablá etc. e tal.
Não, não, Javé não falou “blablablá etc. e tal”. É que em seguida ele fala o que o nazireu deverá fazer quando acabar o tempo de sua dedicação, o que deverá trazer como ofertas para o Tabernáculo. Aquela ladainha de sempre: carneiros, ovelhas, pães. E, sejamos sinceros: ninguém agüenta mais essas descrições pormenorizadas de sacrifícios de animais inocentes. Além do mais, os nazireus não desempenharão nenhum papel importante nessa história por um bom tempo. Até aparecer Sansão, o nazireu mais famoso do mundo. Mas isso está beeeeeeem lá pra frente.

