Vocês sabem. Sabem sim. Aqueles dias em que você não sabe porque saiu da cama. Depressão total. Mas aí vem alguém e derrama beleza na sua vida, aí as coisas passam a valer a pena. Sabe a Gabi? Então, ela me deu um móbile. Ah, já falei? E já disse que foi ela que fez? Já? Ah, então vejam:

Mil novecentos e noventa e três. Eu era apenas um rapazote de dezoito anos e ainda acreditava em deus, no amor e em todas essas coisas que hoje eu sei que não existem. Estava apaixonado (sim, eu já tive essa capacidade) e sofrendo por isso. Num dia em que estava particularmente triste, todos da nossa classe vinham me perguntar o que eu tinha. Só um cara estava do meu lado e não perguntava nada. Solidariedade pura.
Esse cara era o Lelê. Vendo meu desconforto quando o décimo-nono veio me perguntar o que ocorria, respondeu:
— Mataram a bezerrinha do Marco Aurélio, beleza? Agora deixa o cara em paz, porra!
Um cara desse é amigo pra caralho, né não? E ainda me mandou um fansign, olha só:

Ah, o título ali em cima só ele e mais meia dúzia de pessoas vão entender. Mas tem a ver com o Cauby Peixoto cantando O Meu Amor, do Chico Buarque.

Conheci Paula Foschia quando fui ao Rio pra trabalhar. Mas aí o trabalho demorou muito e só deu pra gente tomar um chope no aeroporto. Foi muito legal, ela é muito legal, o marido dela, o Flavio, é muito legal também. E o blog dela, Epinion, é do caralho. Não sei porque ainda não tinha botado o link aqui. É a velhice.